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Colunistas - Ivone Boechat

A bênção, papai!

Publicado na edição 143 de Agosto de 2014

Vive-se num mundo estrangulado pela falta de um programa social que atenda aos clamores do ser humano que se arrasta, iludido, do lado de fora do muro das instituições. Morre-se por falta de recursos a um passo da solução. A promessa de melhores dias sustenta a sociedade ainda respirando, sobrevivendo. A família carrega nas costas o peso dos atos irresponsáveis daqueles que brincaram com o sentimento de muitas gerações. Enquanto isto os planos de saúde e de pós vida sugam o dinheiro sofrido daqueles que  perderam a esperança no SUS.

A comunicação apresenta casamentos falidos, filhos inseguros e falta de amor, como modelo de relacionamento moderno. Enquanto isso, milhares de pessoas anêmicas espiritualmente entregam-se a todo tipo de drogas, como forma de escapar da tumultuada armadilha social que ameaça tragar a família.

O ser humano nasce sabendo amar? Não e o amor tem um profundo significado para o crescimento, a evolução e a adaptação social. Logo, a formação de um grupo familiar estável sobre o alicerce do respeito é o fundamento ideal para a educação dos indivíduos. É proposta divina.


O Dia dos Pais está se aproximando. Que tipo de pai tem sido você? Ou você exercita a paternidade, simplesmente desconhecendo que na vida que Deus lhe deu a co-autoria, bate um coração com expectativas de amor, carinho e respeito?

Como é bom ter uma família! Dirão alguns que é romantismo, porque os adeptos da teoria do desenlace consideram ultrapassado, quando escutam alguém pedindo: “A bênção, papai”.

Ser pai é aceitar com humildade a tarefa de orientar pela estrada da vida, sem a pretensão de construir o caminho.

Nossa homenagem, pais, cujas vidas dedicadas têm sido exemplo, de trabalho, de renúncia, de doação. Vocês não ficarão jamais esquecidos, porque, mesmo com dificuldade, preservaram suas famílias e ajudaram a manter acesas as chamas da religião, do amor e da união.

Pais,queremos beijar-lhes as mãos calejadas, afagar-lhes as camisas suadas e, com todo respeito, dizer-lhes: A bênção, pais.

Ivone Boechat
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