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Colunistas - Roberto Silva de Siqueira

Eleições 2014. Vamos deixar para lá?

Publicado na edição 144 de Setembro de 2014

Mais uma eleição se aproxima. Agora para Presidente, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual.

É uma eleição diferente daquelas chamadas eleições locais em que escolhemos Prefeitos e Vereadores. São mais disputadas e ligadas diretamente aos nossos problemas diários.


Então, estamos diante de um cardápio de candidatos das diversas partes do Estado do Rio de Janeiro. Todos legítimos, já que os eleitos nos representarão na Assembleia Legislativa do Estado do Rio ou em Brasília. Todos podem receber votos em quaisquer dos Municípios do Rio de Janeiro.


E como escolher?? Pela televisão quase não dá tempo de dizer nada. Nos momentos em que falam em público geralmente vociferam palavras de efeitos e, regra geral, apontam com o dedo as mazelas que todos nós já conhecemos, porém, não apontam as soluções. Restam as promessas generalistas de que serão diferentes dos atuais eleitos e que são melhores e tudo mais.


Onde está o programa dos candidatos?? É isto o que nos interessa. Sobretudo aquilo que pretendem fazer para nossa Cidade.


Sugiro aos leitores que cobrem, abordem os candidatos na rua e faça as perguntas que deseja e peça respostas objetivas.


Do contrário, resta buscar nas redes sociais dos candidatos, em seus sites oficiais e outros meios disponíveis e verificar, preto no brando, quais os projetos propostos e quais as soluções para os problemas dos mageenses. Não interessa os problemas de outros Municípios. Neste momento, temos que ser bairristas. Farinha pouca meu pirão primeiro.


Vejam o que já fez o candidato dentro e fora da política e decida se vale apena deixá-lo continuar ou colocar um novo em seu lugar.


Agora. Temos que votar. Essa história de que não adianta nada, vou votar em branco, vou anular meu voto, não vou nem votar, depois pago a multa. Ora, é covardia com o restante dos cidadãos que querem, ao menos, tentar mudar o quadro atual.


Quem não participa da eleição de maneira consciente passa cheque em branco. Dizer que só tem político corrupto, também não é justificativa. Até porque, fomos nós que, por ação ou omissão os colocamos lá. Quanto ao mais, boa escolha.


Apenas para não passar em branco, neste final de semana ouvi uma notícia de que a Prefeitura de Magé está rebocando bicicletas e exigindo do proprietário nota fiscal de compra para conferência do chassis e a retirada do veículo.


É isso mesmo, bicicleta também tem chassis. Além do mais, é um veículo de transporte e sua utilização também está regulada pelo Código Brasileiro de Trânsito. Ou seja, seu deslocamento, não andar e contramão, onde estacionar, etc.


No entanto, mesmo que a notícia seja verdadeira e que, legalmente possa a Prefeitura fazer o que dizem que está fazendo, ainda assim, deveria haver uma campanha educativa preventiva da população para, somente depois, exigir o que alegam estar sendo exigido.


Este tipo de atitude só vem a piorar a imagem da Administração depois que iniciou os reboques dos veículos automotores, sem uma campanha educativa prévia.


Bastaria que durante 30 dias antes do início dos reboques, fossem adesivados os veículos irregulares alertando e educando para o erro ao estacionar e informando quando o reboque dos veículos se iniciaria para valer.


Também poderia ter havido algumas ações de panfletagens. Um custo pequeno e, certamente, menor do que aquele que desembolsará o Município nas ações indenizatórias que responderá no Judiciário.

Roberto Silva de Siqueira
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