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Colunistas - Renato Cozzolino

Universalização e expansão da educação pública de qualidade no território do Rio de Janeiro

Publicado na edição 149 de Maio de 2015

Diante das necessidades sociais e da urgência em encontrarmos soluções, há muito a sociedade mageense aspira por uma universidade pública presencial, diversificada, ampla e sólida, seja pela distância da capital, seja pelas dificuldades de comunicação, como por suas tradições e população. O Estado tem um papel fundamental nesse processo de reestruturação territorial, não somente a partir de incentivos, isenções de impostos e oferecimento de infraestrutura, mas também com a implementação de políticas públicas de expansão educacional – representado, neste caso, pela instituição “universidade”. Entendemos que uma universidade pública contribui como elementos de “qualificação do trabalho”, “qualificando”, a rigor, as regiões nas perspectivas econômicas, sociais e espaciais. Creio que a instalação de uma universidade pública presencial em Magé, visto a aprovação, em plenário, de minha indicação, atenderia interesses, não só de demandas econômicas, como também de outros tipos (educação, assistência, saúde) e interesses (políticas para consolidação de bases locais) da região metropolitana do Estado. O Governo Federal tem feito a sua parte através do programa REUNI, que objetiva expandir, ampliar, interiorizar e consolidar a rede de Institutos e Universidades Federais no Brasil, democratizando e ampliando o acesso de vagas na Educação Profissional, Tecnológica e Superior de qualidade. Várias destas instituições "interiorizadas", como disse, não só atuam na formação acadêmica dos indivíduos, mas também no aumento da atividade socioeconômica do município.  De maneira geral, uma cidade que recebe tais instalações é aquela com maior centralidade. Para se instalar um campus é necessário que já exista um bom nível de urbanidade no município, em muitos casos (se não todos), onde já existem instituições de ensino superior de cunho privado, como é o caso de Magé. A interiorização está ocorrendo nos municípios onde são maiores as transformações locais e/ou regionais como o aumento populacional, os investimentos industriais e de variadas atividades econômicas e quando se amplia o nível de integração com a metrópole e com a dinâmica estadual e nacional, realidade que já estamos vivendo. Por tudo isso, afirmo que Magé está mais que habilitada para receber tal investimento. A concretização desse projeto beneficiaria também os municípios vizinhos, como Guapimirim, Teresópolis, Petrópolis, Duque de Caxias, São Gonçalo, Itaboraí, Cachoeiras de Macacu, Tanguá, Rio Bonito e alguns outros. Por fim, e não querendo ser redundante, acredito que seja viável, a partir da regularização das contas públicas do Estado, incluir Magé dentro deste processo de expansão do ensino superior público de qualidade, mediante articulação entre a UERJ e as diferentes esferas do governo e setor privado para viabilizar esta grande reivindicação do povo, e lutar por esse sonho que foi um dos meus compromissos durante a campanha eleitoral do ano passado. 

Renato Cozzolino
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