JORNAL MILÊNIO VIP - 2016, o que comemorar, comemorar o que?

Colunistas - Mauri Vieira

2016, o que comemorar, comemorar o que?

Publicado na edição 157 de Fevereiro de 2016

A meu ver não temos muita coisa para comemorar, pois o que, na verdade, mudou foi um número, sai o 5 entra o 6. Mas vamos manter a esperança, o otimismo que são marcas de nós brasileiros.

Tudo continua como em 2015, teremos inflação alta, desemprego, baixa produtividade industrial, dólar nas alturas, o governo gastando mais do que arrecada, país parado. Sentimos que 2016 será um ano de obaba. Ficaremos parados até o carnaval, depois até as olimpíadas, terminando as olimpíadas vem as eleições. Acabou o ano. Teremos legislativo em guerra com o executivo e o STF intervindo sem ter nada com isso.

Visualizo muitas dificuldades na saúde, na educação, desenvolvimento muito aquém do esperado, investimento estrangeiro se esvaindo devido o descrédito do pais no exterior. Quem irá querer investir em um pais que, de emergente passou a decadente. É triste, mas não podemos fugir da realidade.

A paciência do povo brasileiro está chegando ao fim. O governo fala em aumentar impostos, dificultar ainda mais a aposentadoria do trabalhador dizendo que é reforma fiscal para tirar o Brasil da crise, você concorda?. Com um número de ministérios onde os afilhados políticos estão pendurados com uma folha astronômica não chegaremos a lugar nenhum. Com a gastança que não diminui de forma alguma. O assistencialismo que leva a inoperância de muita gente já não tem vida longa.

Você que trabalha, em muitos casos bem longe de casa, sabe que 4 meses por ano você trabalha só para pagar impostos e acaba sabendo que nossa presidenta viaja aos Estados Unidos levando consigo 900 pessoas, aluga metade de um hotel de luxo quando poderia levar em torno de 20 pessoas e se hospedar na embaixada brasileira que tem acomodações reservada e sem ter que pagar nada.

As indústrias estão sucateadas por não conseguirem investir em novos equipamentos, em qualificação de mão de obra devido à alta carga tributária. O empresário corta gastos, diminui seu quadro de funcionários e fica impedido de promover o crescimento de seu negócio e consequentemente o desenvolvimento do país assolado por tanta corrupção.

Basta chega de tanta orgia com o dinheiro público.

Mauri Vieira
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