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Colunistas - Antônio Seixas

Do Coronel Pedro Valério a Rafael Tubarão: História dos Prefeitos de Magé

Publicado na edição 158 de Junho de 2016

Desde a criação da Prefeitura de Magé, em 1921, até a posse de Rafael Tubarão como prefeito em abril deste ano, 39 prefeitos estiveram a frente do Executivo mageense. Curiosamente, tanto o 1.ª Prefeito, o Coronel Pedro Valério quanto o atual ocuparam a presidência da Câmara Municipal de Magé antes de se sentarem na cadeira de chefe do executivo.

A Prefeitura de Magé foi criada durante a Primeira República (1889-1930), época das oligarquias, com o predomínio do coronelismo. Tanto é verdade, que os primeiros três prefeitos possuíam a patente de coronel da extinta Guarda Nacional: Coronel Pedro Valério (1921-1925), Coronel Luiz Rodrigues Portela (1925-1927) e Coronel Manoel Pinto dos Reis (1927-1928).

Com a Revolução de 1930, movimento armado dirigido por civis e militares de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, começa uma nova fase na história política de Magé, com a nomeação de interventores, alguns deles sem vínculos com a cidade, como o advogado Horácio Trovão Campos (1935-1936) e o engenheiro Benjamin Franklin Kingston (1939-1942). Desponta também a figura empreendedora de José Ullmann Júnior, duas vezes prefeito de Magé (1936-1938 e 1947-1950), de quem a cidade é eterna devedora.

A partir de 1937, com o Estado Novo, surge uma nova força política fluminense: o Amaralismo, com o comandante Ernani do Amaral Peixoto, interventor no Estado do Rio de Janeiro (1937-1945) e depois governador eleito (1951-1955). Nesse período despontam as lideranças de Waldemar Lima Teixeira, três vezes prefeito de Magé (1947, 1951-1954 e 1959-1962) e de Olívio de Mattos, duas vezes prefeito de Magé (1955-1958 e 1977-1982).

A Revolução de 1964 culminou com a cassação do prefeito eleito José Barbosa Porto (1963-1964) e a perda de seus direitos políticos, sendo empossado o vice-prefeito Moacyr Pimentel que, agraciado com cargo público federal, deixa o governo municipal, sendo nomeado prefeito interventor o comandante Lauro Guaranys Guimarães (1966).

Durante a Ditadura Civil-Militar (1964-1985), ocuparam o cargo de prefeito de Magé sucessivamente Juberto de Miranda Telles (1967-1970), seu vice-prefeito Walcy José do Amaral (1970), que veio a falecer num acidente. É eleito, então, Magid Repani para um mandato de um ano (1971-1972), sendo sucedido por Juberto de Miranda Telles (1973-1977), que teve por vice-prefeito Renato Cozzolino. Olívio de Matos é eleito prefeito de Magé em 1977, porém falece durante o mandato, sendo empossado o vice-prefeito Hiran Menezes Monteiro (1982).

O início da década de 1980, com a redemocratização do país, surge nova força política em Magé, com a eleição de Renato Cozzolino para prefeito (1983-1986). Seus filhos Charles Cozzolino, Núbia Cozzolino e Anderson Cozzolino, além de Renato Cozzolino Sobrinho, o sucederam a frente da Prefeitura de Magé.

Falecendo Renato Cozzolino, assumiu seu vice-prefeito Ademir Guimarães Ullmann (1986-1989).  Nos últimos anos do século XX, Nelson Costa Mello, ex-vereador em Magé e 1.º Prefeito de Guapimirim, é eleito Prefeito de Magé para o quatriênio 1997-2000.

Em 2001 é empossada a primeira prefeita de Magé, Narriman Zito, que acumulará o cargo de 1.ª dama do município vizinho, Duque de Caxias. Núbia Cozzolino será eleita e reeleita prefeita de Magé (2005-2009) e também a primeira a ser cassada por corrupção. Com a sua cassação foram empossados o vice-prefeito Rozan Gomes (2009) e Anderson Cozzolino (2010), presidente da Câmara Municipal.

Por decisão judicial, é realizada a eleição suplementar de 2011, sendo eleito Nestor de Moraes Vidal Neto, reeleito em 2012 e cassado por corrupção em 2016. Assumiu, então, Rafael Santos de Souza, presidente da Câmara Municipal. Que Magé saiba escolher o melhor para o seu futuro nas eleições de 2016. 

Antônio Seixas
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