JORNAL MILÊNIO VIP - O AMOR NÃO É UMA DOR!

Colunistas - Dulcimar Menezes

O AMOR NÃO É UMA DOR!

Publicado na edição 91 de Maio de 2009

Maio. Noivas. Mães. Amor.

O amor é o elo que une. Une homem e mulher. Une mulher e mulher. Une mãe e filha. Une homem e homem. Une pai e filho. Une diferentes gerações. Une mãe e bebê. Une avô e netos. Une diferentes reinos. Une homens e natureza e seus diversos elementos. Une o Universo e o mantém coeso em sua divina ordem e desenvolvimento!

O amor é único, mas a sua expressão assume diversas formas de acordo com o estágio de amadurecimento do ser amante, em sua trajetória infinita de evolução.

O bebê ama. Porém a sua maneira de amar é naturalmente exigente, intolerante, insaciável de atenção. É um modo de amar muito justo devido a sua fragilidade existencial. Mas o bebê sabe retribuir na singeleza de seus gestos o amor recebido. E o amor da mãe e do pai, em sua total dedicação afetiva e este ser, é proporcional e está em equilíbrio com o amor da criança.
Há o amor adolescente que se expressa em encantamento e desejos. Desejamos a felicidade, porém ainda, infantilmente, esperamos que aqueles a quem amamos se responsabilizem pela nossa felicidade. Assim nos tornamos exigentes como bebês. Até que descobrimos que “ser feliz é uma conseqüência natural de ser quem se é verdadeiramente”. E, então, reconhecemos que ninguém pode ser responsável pela nossa felicidade a não ser nós mesmos. É um amor muito justo, mas ainda em desenvolvimento a caminho da realização plena.

Então o amor alcança a sua maturidade no amar dos companheiros. Expressa a sua satisfação e realização na troca, no compartilhar, na sinergia. No amor que olha, vê e ama o outro como ele é e não como nós gostaríamos que fosse. Muitas vezes buscamos no outro o reflexo de nós mesmos e violentamente lhe negamos o direito de realizar a sua própria maneira de ser. E o resultado é a frustração de ambos.

Até que o amor se torna pleno no amar-doação. Este consiste no estágio da Libertação. Somos livres para amar incondicionalmente sem esperar nada em troca. È o amor absolutamente espiritual, desmaterializado, e somos plenamente felizes na medida do amor que oferecemos e não do amor que recebemos.

Infelizmente o grau de maturidade da humanidade ainda nos posiciona, a maioria de nós, muito longe deste nível de evolução.
Nos nossos diversos relacionamentos agimos como bebês carentes exigindo, sugando e comendo o outro. No sexo transformamos o corpo do outro em um substituto do seio materno e quando pensamos que estamos amando, na verdade inconscientemente estamos mamando. Sorvemos a existência dos nossos amores. Devoramos a nossa natureza como pragas daninhas. Nos servimos das descobertas científicas com o objetivo de dobrar o Universo para que atenda as nossas infantis exigências de satisfação imediata. O espaço cósmico nas imediações da Terra é poluído! Tem noção?!

Quando um pouco mais desenvolvidos, amamos feito adolescentes, adultos que dizemos ser, pois depositamos sobre aquele a quem dizemos amar, todas as fichas para a nossa realização pessoal e expressamos orgulhosamente ser o outro a nossa “cara metade”. Prezados leitores, a potencialidade de todo ser humano é para a inteireza, não importando se somos homens ou mulheres. Devemos ser inteiros e não metade. De dois não devemos fazer um. Um mais um é que deve somar dois: Um par forte de indivíduos inteiros.

Portanto, neste nosso encontro eu desejo aos noivos sabedoria para que reflitam sobre suas próprias condutas. E se a decisão é seguir juntos, que busquem trilhar um caminho lado a lado, ninguém na frente, ninguém atrás.

E às mães, rendo as minhas singelas homenagens! E lhes desejos a Luz para que sejam capazes de educar e amar os seus filhos de forma que os alimente a alma e os torne capazes de amar também, pois a carência deste amor materno os transformarão em cidadãos imaturos e ansiosos, que passarão grande parte de suas vidas aprisionados ao jardim de infância do amor, cobrando de seus parceiros amorosos uma forma de amar que estes jamais serão capazes de satisfazer.

Sejam Felizes e Inteiros!

Dulcimar Menezes
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