Colunistas

ANTÔNIO LAÉRT

Nascido em 1962, é Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986); Pós-Graduado Lato Sensu em Direito Civil pela Universidade Cândido Mendes do Rio de Janeiro (2001); Pós-Graduado Lato Sensu E-Lawyer pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (2002); Pós-Graduado Lato Sensu M.B.A. em Direito de Propriedade Intelectual pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (2003). Foi Presidente da 22a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado do Rio de Janeiro, em dois triênios eletivos (1998-2003), e Secretário-Geral da Seccional Rio Janeiro (2004-2006). É Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (desde 2002); Sócio-fundador do Escritório Alves, Vieira, Lopes Advogados (desde 1996), atualmente com sede na Praça Floriano, nº 19, 5º andar, Cinelândia, Rio de Janeiro. Autor de livro publicado sob o título: A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ADVOGADO (Lumen Juris, Rio de Janeiro, 2003 [220p.]); palestrante; maratonista; casado; pai.

JAMAIS FOMOS MODERNOS (Edição 161)

Dias desses, sentado à mesa em conversa com minha esposa, fui por ela interpelado com ar de preocupação: você está ficando conservador.

VIVEU VALEU (Edição 160)

A dor da ausência dói forte, passados seis anos desde que Papai se foi. Não poder tê-lo por perto, receber mais o “Deus te abençoe”, não vê-lo nunca mais, é um sentimento que perturba e rói as entranhas feito um mistério.

OTIMISTAS E PESSIMISTAS (Edição 159)

Você é otimista ou pessimista? Existe espaço nessa quadra da vida nacional para algum otimismo? Há alguma coisa que recomende ou sinalize esse sentimento? Há quem sofra de otimismo patológico, alimentando todos os dias a esperança de um futuro fe

A BRUTA FLOR DA VIOLÊNCIA (Edição 158)

Dizem que o que importa não são os fatos, mas a versão. Isso bem se aplica ao que sucedeu em Magé no último dia dois de abril de 2016, quando a noite daquele sábado ainda se descortinava sobre a cidade. Bandidos estrategicamente o

COISAS DA VIDA (Edição 157)

Recebi a visita de amigos queridos e vivemos um dia maravilhoso. Ouvimos, tocamos e cantamos canções de nosso tempo. Constatei nesse reencontro que o tempo não passa sem deixar marcas.

UM DIA TOPAREI COMIGO (Edição 156)

Leio, anoto, recorto, guardo tantas coisas. Em alguns momentos, porém, tudo parece inútil.

DESFRUTE OU FRITE (Edição 155)

Como se tornar melhor e mais disposto a enfrentar os desafios do dia-a-dia ? Quer essa receita mágica?

CONDENADO OU ABSOLVIDO (Edição 154)

Nesse cantinho de página aqui do jornal, ocupo um espaço público.

A SOLIDÃO DE TODOS NÓS (Edição 153)

ão é bom que o homem esteja só”(Gen. 2:18), disse Deus ao criar a mulher, também para espantar a solidão.

ARTISTAS (Edição 152)

Declaro aqui minha devoção imensa pelos artistas.

O COMBATE DO HOMEM COMUM (Edição 151)

Não, não estou deprimido. Estou bem. Fiquem tranquilos meus poucos leitores

PAPAI: BARRO E ESPÍRITO (Edição 150)

Perdi meu pai no ano de 2010. Desde então, um longo silêncio se fez diante de mim.

DE DENTRO DA GAVETA DA ALMA DA GENTE (Edição 149)

A vida é maravilhosa, mas por vezes temos a sensação de que a carga do dia-a-dia pesa mais do que a gente pode aguentar.

DEVE HAVER ALGUM SENTIDO EM MIM QUE BASTA (Edição 148)

É quase clichê, lugar-comum dizer, “você saiu de Magé, mas Magé não sai de você”.

NARRATIVA SILENCIOSA (Edição 147)

É no silêncio que podemos nos ouvir.

FALA COMIGO COMO A CHUVA (Edição 145)

O interior, na geografia de estados da federação, é tudo o que não é capital.

REFLEXÕES AOS PEDAÇOS (Edição 144)

Qualquer pessoa normal que toma vaias e recebe xingamentos, no fundo reflete sobre se vale a pena prosseguir.

SAL DA TERRA: 30 ANOS (Edição 143)

Revisitar ciclos bem demonstra a força da vida no tempo presente.

SAL DA TERRA 30 ANOS (Edição 141)

Revisitar ciclos bem demonstra a força da vida no tempo presente.

RECEITA DE BOLO DE SONO (Edição 140)

Minha sobrinha chegou com olhos de quem não dormiu. Ficou até as quatro horas da manhã sem conseguir embalar o sono.

ESCRITORES (Edição 139)

Escritores são pessoas que não sabem o que fazem, nem por que fazem. São seres que acabam seqüestrados pela escrita.

CUIDE-SE BEM (Edição 138)

A vida vai nos legando algumas convicções.

RESIGNAÇÃO ORGULHOSA (Edição 137)

Consegui. Já estou quase a oito(8) dias sem ver jornal, E-mail, telefone, rádio, internet.

UM CONCERTO PARA O SOL (Edição 136)

O que pode nos consolar da fome que é viver ? Como preencher a dor e a delícia de nascer e viver na terra?

A FRAÇÃO CORRETA DO FRACASSO (Edição 135)

O problema não é o que pensam de nós, é o que de fato somos.

MÚSICA E VIAGEM (Edição 134)

Dentro do carro em viagem, viajo e chego bem mais longe que o destino geográfico que busco...

TEIMOSIA DA IMAGINAÇÃO (Edição 133)

Estive na casa de Jorge Luis Borges, na Calle Anchorena, 1660, em Buenos Aires, local onde viveu de 1938 a 1943.

PARA ALÍVIO DOS IMPULSOS INSUPORTÁVEIS (Edição 132)

Os “doidos” vêem longe. Tanta coisa se fez e criou a partir da loucura ou da experiência à beira dela, que devemos admitir: a loucura não é inútil

NEM O FIM, NEM O PRINCÍPIO, APENAS UM POUCO TARDE (Edição 131)

Um historiador inglês disse numa conferência que as cidades, tal como os seres humanos, possuem um DNA, um código genético.

DE ONDE VEM AS IDÉIAS (Edição 130)

O prazo é mesmo um dos clicks da inspiração. Não fosse ele, muita coisa deixaria de ser criada, entregue, mostrada, posta à luz.

A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS (Edição 129)

O escritor, aquele que escreve textos, sempre conserva o desejo oculto de escrever um texto especial

CONVERSA COM AS PAREDES (Edição 128)

Cheguei no recinto e aguardava os que ia encontrar, quando de repente veio a meu encontro uma amiga que não estava entre estes e a muito não via.

DE MIM QUE TANTO FALAM: OI OI OI (Edição 127)

A novela Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro, em seu penúltimo capítulo, fez menção a Magé, quando escolheu nossa cidade como local do cativeiro do sequestro de Tufão...

A FORÇA QUE NUNCA SECA (Edição 126)

Nesses tempos em que tudo voa e corre acelerado, em que há um alarme de todos com essa aceleração e uma aflição que consome o tempo escasso que temos, consola saber que existem h

DE TUDO QUE MORA EM MIM (Edição 125)

Me ponho a pensar sobre o que seja liberdade. Será que é surfar numa onda, dominando a fúria do mar e o requebrado de seus movimentos?

ATUALIZAÇÃO DO CÓDIGO DO CONSUMIDOR (Edição 124)

No dia 14 de março de 2012 a Comissão Revisora fez solene entrega do Relatório final e dos Anteprojetos de atualização ao senador José Sarney.

VENCENDO DESAFIOS (Edição 123)

Acordo bem cedo, às 4:30h. Não sei bem o que me reserva a prova deste domingo, cuja largada está programada para 7:30h.

PRECIOSA IDADE (Edição 122)

Quando se margeia meio século de vida, muitas questões vem à cabeça

FRAGMENTOS DE CPNVERSA SOLO VI (Edição 121)

REITERAÇÕES DE UM RETIRO

FRAGMENTOS DE CONVERSA SOLO V (Edição 120)

Quando somos informados que uma pessoa está doente e nas últimas, fica sempre em aberto a pergunta: será que ela não poderia voltar para as primeiras ? Ah, seria tão bom.

FRAGMENTOS DE CONVERSA SOLO IV (Edição 119)

Tem horas e momentos que dá uma vontade imensa de tirar a tampa e deixar vazar, esvaziar-se de tudo. Voltar àquele grau zero do aprendizado, aquele momento inicial de maravilha e encantamento.

FRAGMENTOS DE CONVERSAS SOLO III (Edição 118)

Um dia cheguei a pensar que pudesse passar noções de cidadania para as pessoas, fazendo um curso regular e seriado sobre o tema, ministrado para ´lideranças´.

FRAGMENTOS DE CONVERSAS - SOLO II (Edição 117)

Quando escuto a canção caminhoneiro, de Roberto e Erasmo, prontamente nela me reconheço, já que sou uma espécie de motorista de caminhão, daqueles que conduzem por aí “carga viva”;

FRAGMENTO DE CONVERSA SOLO I (Edição 116)

Todos nós deixamos a vida passar nas idas e vindas entre casa e trabalho.

EU E A SOLIDÃO (Edição 115)

E vamos eu e a solidão à caminho de Paraty, em busca de letras, histórias, enredos, testemunhos, depoimentos, leituras vívidas e comoventes, diálogos inesquecíveis, performances memoráveis...

CONQUISTR A DISTÂNCIA (Edição 114)

Fernando Pessoa tem um frase luminosa, dentre tantas: “conquistemos a distância, mas que seja nossa”.

ESCOLHER O CAMINHO (Edição 113)

Guardei tanta coisa para um dia falar sobre esse assunto e quando fui convidado pela escola de minha filha a dizer algo sobre a profissão de advogado

FALAR APENAS O ESSENCIAL (Edição 112)

Tenho visto como falam pelos cotovelos em alguns ministros.

UM DIA DAQUELES (Edição 0)

A vida profissional tem certos dias que compensam outros.

ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO (Edição 110)

'Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante'.

ONDE BRILHEM OS OLHOS DELES (Edição 109)

Tenho recebido notícias tristes que causam momentos de sombras, cor, luz, escuridão aqui dentro de mim.

VIVO UM TEMPO E NUM TEMPO (Edição 108)

Vivo um tempo e num tempo. Esse tempo corre veloz. Conto meus anos e descubro, cada vez mais, que terei menos tempo para viver do que já vivi até agora.

SUSPIROS DA ALMA (Edição 107)

Pudesssem as palavras dizer... Receber os abraços e o sentimento de todos os amigos nestes dias que correm, foi mais que um bálsamo; foi consolo, conforto e acalento para nossa família.

A ARTE FINITA DA PALAVRA (Edição 106)

No meu medo existe uma ponta de coragem. Por isso, continuo escrevendo para dizer quase nada ou muito pouco.

A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É (Edição 105)

Em vinte e quatro anos como advogado já escrevi milhares de peças processuais. Sou, portanto, autor de um acervo incontável e inumerável de textos que, em regra, se perderão encartados nos autos ...

CINCO PÃES E DOIS PEIXES (Edição 104)

Cinqüenta anos é um tempo de maturação bastante longo para o Amor. Esse sentimento puro e nobre que une duas pessoas, percorre suas próprias estações.

MOSAICO DE SOLIDÃO (Edição 103)

A solidão permeia tudo: vida, música, literatura, espaço, tempo, o homem.

A PERDA DO TEMPO DOS AFETOS (Edição 102)

Os símbolos dão significados à vida, marcam a história, contextualizam tempo e assinalam épocas. São coisas que representam algo para alguém.

SÃO JOSÉ: FAMA E ANONIMATO (Edição 101)

O anonimato é algo que, para alguns se torna de visceral valor. Há quem o cultive de forma obsessiva. O anonimato para esses tem uma importância maior que qualquer outra coisa.

UMA DÉCADA DO MILÊNIO (Edição 100)

O tempo apaga tão bem as memórias. É como se fosse uma borracha macia que suavemente desliza sobre o papel branco, tudo desmanchando.

FRAGMENTOS DE INTERROGAÇÕES AMOROSAS (Edição 99)

“Dê o primeiro passo com fé. Você não precisa ver toda a escada, apenas suba o primeiro degrau”. Martin Luther King (1929-1968)

QUEIME DEPOIS DE LER (Edição 98)

Nós somos assim: lemos coisas interessantes, pensamentos instigantes, reportagens impactantes.

POETAS EM TEMPOS DE INDIGÊNCIA (Edição 97)

Vivemos um tempo morno, de quase nenhuma ebulição. Um tempo de grande repetição; de pouco encantamento; de ausência de novidades; um tempo de copiar e colar;

CORRER PARA O MELHOR (Edição 96)

Quando dei por mim já estava ali: dentro de um avião, em pleno sábado, à caminho de São Paulo.

NOVA VIAGEM AO VELHO MUNDO (Edição 95)

Posso ver muitas paisagens a passar por mim: campos de girassóis, trigo, milho, oliveiras;

DA RESPONSABILIDADE PERANTE A HISTÓRIA (Edição 94)

À juventude se lhe dá a responsabilidade de mudar o rumo da história.

A PERMANÊNCIA DO INSTÁVEL (Edição 93)

A liberdade, esse valor retumbante de nossas vidas, tem povoado minhas reflexões de uma maneira intensa e assombrosa, como um pensamento instigante.

QUE BELO DIA ESTRANHO PARA SE TER ALEGRIA (Edição 92)

Eu não sei quanto a vocês, mas eu, pelo menos, ´não fui convidado para essa festa pobre que os homens armaram para nos convencer´.

UM OUTRO DESCONHECIDO (Edição 91)

Todo mundo tem dentro de si algo que não conhece, um outro que é diferente.

EFEMÉRIDES (Edição 90)

2009, tal qual o ano que passou, é rico em comemorações e memórias que evocam datas e feitos.

AINDA O LAVRADOR DE PALAVRAS (Edição 89)

Eu que aqui já reclamei do retorno, da resposta, do feeling, recebi o seguinte E-mail de um amigo-leitor: “QUEM FOI QUE DISSE QUE A PALAVRA NÃO TRADUZ AROMA?

O LAVRADOR DE PALAVRAS (Edição 88)

Agora que minha mesa de trabalho está arrumada, retomo então o texto que ontem deixei inacabado.

O ROUBO DO SILÊNCIO (Edição 87)

Nestes tempos de fácil acesso à informação: músicas, vídeos, textos, sons e imagens, estamos esquecendo de estabelecer uma conexão essencial - o espaço para o encontro com o silêncio.

TEMPO, TEMPO, TEMPO... (Edição 86)

Todo o problema da vida resume-se a nossa relação com o tempo. Podemos durar setenta anos, os mais fortes talvez cheguem a oitenta, conforme o diz o Salmo 89(90).

A TERRÍVEL VELOCIDADE DA QUEDA (Edição 85)

Ganhar é bom. Perder nem tanto, mas a vitória pouco ensina; a derrota, ao contrário, com seu gosto amargo, é uma escola e um aprendizado valioso.

CIDADE AO MEIO (Edição 84)

Ando pela rua e vejo um homem como uma camisa que traz a seguinte palavra estampada no peito: “inspiração”.

CIDADE AO MEIO (Edição 83)

De uma eleição sempre se podem esperar conseqüências... A paixão que move uma disputa eleitoral faz com que invariavelmente se tome o partido de um determinado candidato em detrimento de um outro.

ELEIÇÕES E NOMES (Edição 82)

“Uma vez que não podemos modificar os homens não nos cansemos de modificar as leis". L. Arréat “Devemos tudo esperar e tudo temer do tempo e dos homens."