JORNAL MILÊNIO VIP - Doze pessoas são presas durante operação em aterro sanitário de Magé

Notícias

Doze pessoas são presas durante operação em aterro sanitário de Magé

 Uma operação realizada nesta quinta-feira (15) em um aterro sanitário de Magé, na Baixada Fluminense, prendeu 12 pessoas e apreendeu 15 caminhões por despejo de lixo hospitalar sem tratamento misturado ao lixo doméstico. Durante a operação, que envolveu 45 agentes, também foram apreendidos livros de registros e computadores.

De acordo com a presidente do Inea, Marilene Ramos, o aterro foi interditado e periciado pelo Instituto Carlos Éboli. Segundo o coronel José Maurício Padrone, a multa pode chegar a R$ 2 milhões por uso inadequado das instalações. 

- A licença de operação que estabelece condicionantes para o funcionamento do aterro autoriza o despejo somente de lixo doméstico e apenas do município de Magé.

Entre as pessoas conduzidas a DPMA estava o administrador do aterro e funcionários e motoristas das empresas que faziam o despejo irregular do lixo. Segundo Padrone, no local foram encontradas seringas, gases, remédios com prazos de validade vencidos e outros lixos hospitalares sem qualquer tipo de tratamento.

- Embora fossem contratadas para coletar e tratar resíduos do Instituto Nacional de Cardiologia e do Hospital do Exército, as transportadoras misturavam o lixo hospitalar ao doméstico, fraudando os contratantes.

Para Padrone, as unidades de saúde não serão penalizas, uma vez que apenas contratavam as empresas de coleta para dar destinação adequada ao lixo.

A presidente do Inea adverte ainda que o despejo inadequado de lixo configura crime ambiental grave, uma vez que, além de contaminar o solo e o lençol freático, favorece a proliferação de vetores e de doenças e expõe ao risco a saúde não só dos trabalhadores do local como da população.