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Magé tenta superar atraso com obras emergenciais

O município de Magé sofre com as marcas do atraso no desenvolvimento em todas as áreas. Para amenizar essa situação, a prefeitura tenta agilizar o asfaltamento em bairros carentes, muitos com obras inacabadas. Sete quilômetros de ruas já foram manilhadas, receberam meios fios e já estão prontas.

Segundo o Secretário de Obras e vice-prefeito Claudio da Pakera, outros 17 quilômetros de ruas estão em fase de acabamento, e ainda nessa primeira quinzena de novembro, o asfalto chegará na Rua Nicolau Zarzu em Surui, e na Rua Nossa Senhora da Guia, em Piabetá.

“A prioridade foi nos bairros com obras abandonadas para apressar o processo. Trabalhamos também em segmentos novos, que nunca tinham recebido nenhuma obra. Essas ruas estão prontas para receber o asfalto. Estamos aguardando matéria-prima para concluí-las”, disse o vice-prefeito.

A nova administração encontrou problemas ao assumir o governo municipal há pouco mais de três meses. Na Secretaria de Obras, os funcionários não encontraram documentos importantes, nem arquivos necessários para dar continuidade ao trabalho.

A drenagem dos canais também está na lista de prioridades da prefeitura. Com a falta de limpeza, os moradores enfrentam problemas na época de fortes chuvas. Segundo a secretaria de Obras, o canal do Maurimarcia, já foi limpo. Já os canais “Lava prato”, na estrada da Municipal, e o Canal Caioaba, localizado no centro de Piabetá, que possui 5,2 quilômetros de extensão, estão em fase de limpeza nesse início de novembro.

A Secretaria Municipal de Agricultura recebeu várias reclamações de agricultores que perderam parte da safra, por causa de alagamentos causados pela falta de escoamento durante o período de chuva.

“Há mais de 20 anos que sou agricultor, e sempre no período de chuva, a água que deveria escoar volta pra minha propriedade, gerando prejuízos. A situação estava ficando cada dia mais crítica porque a água já estava tomando uma parte maior do meu terreno, chegando até a porta da minha casa”, disse o agricultor Eduardo Martins da Silva