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Delta diz que "sítio arqueológico" impediu obra no Arco Metropolitano

Em nota divulgada nesta quarta-feira (12), a Delta Construção diz que o trecho da obra do Arco Metropolitano entre  Manilha e Santa Guilhermina (Manilha-Magé) não foi iniciado em "virtude de um sítio arqueológico que elevaria os custos, muito acima do valor contratual".

Nas explicações que deu à CPMI do Cachoeira, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, disse que a Delta relutou o máximo para iniciar suas atividades na obra, o que acabou não acontecendo. 

Na nota, porém, a Delta diz que o consórcio na área era formado com a Carioca Engenharia (líder) e com a Construtora Metropolitana e que foi pedida a rescisão do contrato, motivo pelo qual o canteiro de obra nem chegou a ser construído. 

Ao contrário do que informou o Jornal do Brasil,a Delta alega não ter deixado as obras do Arco Metropolitano pois, junto com a Oriente continua no lote 4 - Seropédica-Itaguaí.

Ao levantar os dados sobre a paralisação da obra no trecho 1, nem Pagot, nem a assessoria do DNIT falaram da participação da Carioca Engenharia e da Metropolitana no consórcio com a Delta. O JB errou ao relacionar este trecho, cuja obra não foi iniciada, com o consórcio montado pela Delta e pela Oriente, que executam outro lote da obra.

De qualquer forma, a recusa em tocar as obras do primeiro lote por parte do Consórcio da Delta, com a Carioca e a Metropolitana existiu e provocará o atraso da conclusão do Arco Metropolitano.

Também partiu da assessoria do DNIT a informação "de que o Consórcio não conseguiu liberação de jazidas para serem usadas no empreendimento em tempo hábil". Posteriormente foi explicado que se tratavam de jazidas de minerais utilizados nas obras, como areia e brita. 


Abaixo a nota da Delta Construção:

"A respeito da reportagem "Delta abandonou Arco Metropolitano; obra está sem data para ser inaugurada", publicada nesta quarta-feira (12/09), é necessário esclarecer:

A Delta Construção não abandonou a obra do Arco Metropolitano. Em consórcio com a Oriente, continua operando normalmente no lote 4 da obra (Seropédica-Itaguaí), cuja distância é de 20 km. São mais de 800 funcionários e 380 equipamentos trabalhando. A conclusão dos trabalhos está prevista para 2012. 

Já o trecho entre Manilha e Santa Guilhermina (Manilha-Magé) não é realizado com a Oriente, mas em outro consórcio com a Carioca Engenharia e Construtora Metropolitana. As obras não foram iniciadas pelo fato de o consórcio, liderado pela Carioca, ter requisitado a rescisão do contrato, em virtude da existência de um sítio arqueológico que elevaria os custos, muito acima do valor contratual.

Toda aquisição de material e equipamentos é realizada em acordo com a legislação, atendendo aos princípios éticos, através de fornecedores legalizados. Portanto, é leviana a informação de compra de areia por meios escusos".