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Justiça nega recontagem de votos em Magé

 

A alegação de uma candidata a vereadora derrotada no pleito do dia 7 de outubro está soando como piada em Magé. Sem apresentar qualquer prova para sustentar sua alegação, Adriana Holanda dos Santos, que concorreu pelo PMDB, impetrou pedido de recontagem dos votos, alegando ter sido prejudicada com o sumiço de alguns sufrágios. A decisão tomada pela juíza Patrícia Salustiano, da 110ª Zona Eleitoral, está publicada na edição de hoje do Diário da Justiça. O recurso foi julgado improcedente por falta de provas.

Quem viu a íntegra do processo acredita que a reclamante se baseou no “ouvi falar” para tentar uma nova apuração. Adriana alegou no processo que houve queda de energia no local de votação, o que teria dificultado a visualização da fotografia dos candidatos e que em decorrência disto os seus votos sumiram. A candidata alegou ainda que, no início da apuração, ela estava “disparada na frente”, já com um total de 972 votos e que após um primeiro apagão sua votação foi zerada, passando depois para 280 votos, quando, segundo ela, ocorreu novo apagão e então apareceram apenas 632 votos na listagem oficial do TRE.

Ao analisar o recurso de Adriana o representante do Ministério Público junto à 110ª ZE, relatou que “é necessária apresentação de prova robusta a embasar o pedido de recontagem de votos nas eleições, tendo em vista o rigoroso sistema de segurança utilizado pela Justiça Eleitoral na criação e tratamento dos dados inseridos nas urnas eletrônicas”, completando que a candidata “alega, mas não comprova nos autos em que Zona Eleitoral ocorreu a suposta falha de energia” e que “não há notícia do ocorrido nesta Zona Eleitoral no último pleito, sendo certo que a apuração dos votos transcorreu dentro da normalidade até a finalização dos trabalhos com a transmissão dos dados, trabalho este que foi acompanhado por representantes do Comitê Interpartidário do início ao fim das eleições, não tendo sido formulada qualquer impugnação no prazo legal”.

É muito comum, depois de um pleito, os vencidos pela voz implacável do voto popular buscarem respostas, criarem fantasias para convencerem a si mesmos de que não foram derrotados pelo voto, mas sim por alguma irregularidade. É preciso entender que uma vez registrado o voto, não há como ele desaparecer e que não há apagão que atrapallhe o bom andamento do pleito, pois cada urna conta com bateria sufiente para garantir o funcionamento por até doze horas.