JORNAL MILENIO VIP

Notícias

Desenvolvimento de Magé aponta para a área industrial, diz especialista

Publicado na edição 135 de Novembro de 2013

Obras de grande porte como o Arco Viário, o Complexo Petroquímico e o Porto de Itaguaí estão gerando forte impacto na região metropolitana do Rio. A localização estratégica de Magé é o principal ponto positivo apontado por especialistas em investimento de negócio do estado. O diagnóstico e propostas para a cidade foram apresentados durante a segunda edição do Encontro de Desenvolvimento Econômico, realizado nesta quinta-feira, 14, na Escola Municipal Professora Geralda Izaura Ferreira Telles em Piabetá, sexto distrito.

O evento reuniu empresários locais e representantes diretamente envolvidos no fomento ao desenvolvimento no estado. “O município de Magé está localizado no epicentro, no meio dos principais investimentos do estado. O Comperj em Itaboraí, a base do Pré Sal da Petrobras e o Porto em Itaguaí, a expansão da Reduc, o Arco Metropolitano em andamento e a obra de duplicação da BR-493, que já foi licitada. Além disso, com o programa de investimento em logística, será recuperada a ferrovia que liga Itaboraí a São Bento, em Duque de Caxias, fazendo também ligação com o porto. Ou seja, teremos mais um vetor logístico no estado. É hora de todos fazerem o dever de casa", destacou Riley Rodrigues, especialista em Competitividade e Desenvolvimento da Firjan.

Dados de impacto econômico revelam que a cidade está em crescimento constante e progressivo. Diante dos resultados apresentados pelo impacto na região e os investimentos realizados, o economista e professor da UFRJ, Mauro Osório, apresentou a indústria como alvo para o desenvolvimento econômico de Magé: 

"A visão do prefeito Nestor está correta com a meta de atrair empresas para gerar empregos para a população da cidade. Não precisamos mais atrair moradores, temos que trazer os investidores para que as pessoas não precisem enfrentar horas de transporte até o local de trabalho. A Baixada Fluminense tem baixa densidade produtiva e o grande desafio é trazer empregos e produção. Seguindo a teoria de base exportadora, a indústria atrai renda para a região e atividades indutoras para gerar receita ao município", disse.

Ainda de acordo com o economista, as indústrias de bens de consumo não-duráveis, como a alimentícia, têxtil, vestuário, medicamentos e cosméticos, por exemplo, são as que mais rendem. Em 2012, dos quatro segmentos da área, este foi o que registrou maior alta com 4,8%, segundo o IBGE. “É importante decidir se a postura do município será proativa e a cidade vai até os investidores em busca de oportunidade”, declarou.

Animado com o diagnóstico que ratifica a vocação industrial de Magé, o prefeito Nestor Vidal sonha com mudança. “Como servidor número um, trabalho para tornar a cidade atrativa aos empresários para gerar empregos em Magé. Esse é o nosso trabalho. De mostrar ao empreendedor local que é o momento de apresentar e fazer as parcerias. Tiramos nosso município do Cauc [o SPC federal] após 12 anos de inadimplência por falta de prestação de contas dos projetos. E agora Magé tem condições de conseguir recursos em qualquer instância”, comemorou o prefeito.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico de Magé, Dimas de Andrade Pinto, a segunda edição do encontro foi nota 10. “Visualizamos os caminhos a percorrer, o evento nos capacitou e tivemos a chance de ver muitos pontos positivos. Nossa pasta já tem seis projetos e vamos recadastrar empresas de todos os ramos para ter dados reais da área no município. E com os projetos vamos atuar para que os recursos estaduais e federais venham contemplar o desenvolvimento, juntamente com a criação do distrito industrial mageense e o mercado popular, priorizando o comércio da produção local”, afirmou.

“Agora é hora de atrair investimentos. Só podemos ficar tranquilos quando nossa população não precisar mais ficar enfrentando a estrada para trabalhar e puderem encontrar emprego aqui”, finalizou Nestor Vidal.

Palestras mostram caminho para investimentos

André Tostes, assessor de política industrial da Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro), apresentou alternativas para desenvolvimento industrial do estado. “Com a criação do distrito industrial de Magé, a cidade passará a fazer parte do mapa de novos projetos da Codin. Estamos aqui para oferecer todo o suporte necessário para que a cidade assuma seu projeto de desenvolvimento, crie estrutura logística”, declarou.

Augusta Vieira, do Departamento de Captação Metropolitana da AgeRio (Agência Estadual de Fomento), e Marcos Lima, da Captação Interiorana, mostraram as propostas de incentivos fiscais concedidos aos empreendedores de pequeno, médio e grande porte. “Nossa proposta é provocar a harmonia e desenvolvimento sustentável com bom atendimento a todos. Também temos a missão de estimular para que cada passo seja dado com nosso apoio e consultoria”, esclareceu Augusta.

O II Encontro de Desenvolvimento Econômico foi realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços; a Codin; a AgeRio e o Sebrae. Também participaram os secretários de Governo, Sônia Sthoffel; de Trabalho, Emprego e Geração de Renda, Tânia Mara Gouvêa; de Manutenção Pública, Araújo Porfírio; Meio Ambiente, Leandro Vidal; Segurança Pública, Sérgio Mercês Venâncio; Serviços Públicos, João Carlos da Silva; e de Esporte, Turismo, Lazer e Terceira Idade, Leandro Rodrigues.