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Apagão de consciência

Publicado na edição 137 de Fevereiro de 2014

Reunião promovida pelo poder público com fornecedora de energia elétrica, terminou mais uma vez sem respostas convincentes da concessionária AMPLA.

Representantes de várias empresas instaladas no município, sociedade civil, imprensa e dirigentes de órgãos representativos ligados a cidade, compareceram ao encontro promovido pela secretaria de Indústria e Comércio e Desenvolvimento Econômico do município de Magé na manhã, (4/1)  na Casa do Empreendedor, para discutir estratégias de melhoria dos serviços da Empresa Ampla.

O Procon-Magé, funcionou como mediador das discussões entre os diversos segmentos que se fizeram presentes no encontro, segundo o Dr. Jorge Jr. advogado da entidade, o órgão tem procurado todas as formas possíveis de minimizar o sofrimento dos moradores da cidade que sofrem com o péssimo atendimento da AMPLA, seja através de solicitações pelo 0800, via internet e outros mecanismos de comunicação com a empresa. A verdade é que em todo Estado do Rio de Janeiro a empresa é classificada como recordista de reclamações e descasos com a população a qual deveria prestar o serviço essencial com a responsabilidade e comodidade de seus clientes, contraria a todos os parâmetros mínimos da relação dos direitos do consumidor, parece não ter condições de operar administrativa e operacionalmente a responsabilidade contratual bilateral que é responsável, a ponto da Assembleia Legislativa do Estado propor sua cassação.

Segundo o secretário responsável pelo encontro, Dimas de Andrade Pinto, “o esforço se faz necessário em face das inúmeras reclamações que vem sofrendo o poder público local contra a empresa. Neste momento a intervenção de buscar uma saída favorável ao munícipe é uma obrigação de nossa administração,  a qual  faremos todos os esforços possíveis para minimizar os problemas que acabam por recair sobre a população.

Apesar da mobilização da sociedade em torno de uma solução, o que ficou evidenciado na argumentação dos representantes da Empresa AMPLA, foram alegações de problemas proporcionados pela própria população: Furto de energia, árvores próximas a rede e prática de moradores ao soltar pipas com linhas chilenas. Foi marcada uma segunda reunião com objetivo de se buscar uma solução, ainda que provisional, mas que atenda acima de tudo os interesses da sociedade de forma racional e verdadeira.

Na próxima semana, no retorno dos trabalhos do poder legislativo local, a Empresa deverá comparecer a CPI instaurada naquela casa de leis, proposta pela comissão de direitos do consumidor, presidida pelo vereador Leonardo da Vila, comissão de finanças, vereador Geraldo Gerpe e aprovada pela mesa diretora, Rafael Tubarão, presidente da Câmara, com assinatura dos 17 vereadores, para explicar acordos de dívida em prol da empresa com o município, contraída por administrações passadas e regularização de prestação de serviços condizentes com o a população.