JORNAL MILENIO VIP

Notícias

Magé é segunda cidade a ter epidemia de dengue

 RIO - Mais um município do Estado do Rio enfrenta uma epidemia de dengue: além de Bom Jesus de Itabapoana, onde o pico da doença já havia sido identificado no início da março

, agora é Magé que preocupa as autoridades. Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde do estado, Hellen Miyamoto, a atualização do número de vítimas será concluída nesta quarta-feira, mas, pela quantidade de notificações recebidas após o carnaval, é certo que a cidade da Região Metropolitana já está em situação grave. Outros seis municípios, quase todos no Noroeste Fluminense, também poderão entrar nesta quarta na classificação de epidemia.

— Já estamos tomando providências para fazer a contenção da doença em Magé. Neste fim de semana, um posto de saúde, que estava em obras, passará a atender apenas casos de dengue. Será um centro de hidratação. O hospital infantil também foi preparado para isso — diz Hellen.

Do início de 2011 até o dia 28 de fevereiro, quando foi feito o último levantamento, Magé já tinha 1.201 casos, quase 10% de todo o estado, que registrava 13.114 notificações. A taxa de incidência da doença na cidade já é de 526,4 casos por 100 mil habitantes. Na capital fluminense, um bairro já é considerado em surto quando tem 300 casos por 100 mil habitantes.

Painel de controle ajudará na tomada de decisões

Diante da perspectiva de ter oito municípios com epidemia da doença, o estado vem se preparando para tomar decisões com mais inteligência. Nesta quinta-feira, a Secretaria estadual de Saúde fará uma apresentação de uma nova ferramenta, que irá ajudar os gestores a ter um panorama mais completo sobre o problema. Um painel de acompanhamento da doença será montado no Gabinete de Gestão da Dengue, que funciona no Departamento Geral de Defesa Civil. Ele reunirá uma série de informações sobre a doença, como número de casos notificados, a taxa de incidência, óbitos confirmados, além da circulação vetorial e do tipo viral em cada município.

O Business Intelligence (BI), como a ferramenta é chamada, irá colher dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e dos registros de atendimentos realizados pelas UPAs 24h.

— O BI é um novo conceito de gestão, que visa a extrair os dados das diversas unidades e trazer para um único painel de apresentação. A junção de todas as informações em apenas um local permite a rápida tomada de decisões. Já utilizamos o sistema para analisar outros indicadores da secretaria, como os atendimentos realizados nas UPAS — explica o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.

A tela com os dados sobre dengue será, por enquanto, atualizada às quartas-feiras. Em caso de agravamento da situação, a mudança será diária.

— Com toda a equipe reunida e esses dados unificados, poderemos decidir realocar bombeiros que atuam no controle do vetor da dengue no interior do estado ou definir novas ações para assistência aos pacientes, como a instalação de tendas de hidratação — diz Hellen