JORNAL MILÊNIO VIP - Dois anos de fartura

Notícias

Dois anos de fartura

Publicado na edição 144 de Setembro de 2014

Em dois anos a Feira da Agricultura Familiar de Magé assume um papel de destaque na economia do município. E foi com festa que os agricultores, antes sem condições de expandir suas lavouras e nenhum incentivo, comemoraram o segundo aniversário no último dia 6. Claro que com muita verdura, legumes, artesanato e forró, no meio da Rua São Fidélis em Piabetá.

Na verdade o 6º Distrito é o quintal do produtor da região.  No local, todos os sábados, a partir das sete da manhã, vinte dois pequenos sitiantes armam barracas onde expõem seus produtos. Todos cultivados em terra própria e sistema de cooperação. Um ajuda o outro e, todos saem lucrando no final.


Com o crescimento do negócio, que começou como um projeto sem grandes ambições, na Secretaria de Agricultura Sustentável, aos poucos, o próprio secretário da pasta, Aluísio Sturm, percebeu que o agricultor mageense arregaçou as mangas e partiu para o roçado com a enxada em punho.  Estava ávido por abrir novas frentes trabalhos e diversificar suas culturas.  Sonhava com lucros e, para tanto era necessário um ‘socorro’ rápido para extrair do solo uma produção com mais qualidade.  E a ajuda veio na mesma proporção e do tamanho do desejo do agricultor.


Do campo para a mesa do consumidor 


A secretaria investiu em maquinário, pesquisa, cursos de extensão agrícola em várias culturas, além da orgânica. Não bastasse a produção tradicional de frutas típicas como a jaca, cana, goiaba, limão, caqui, feijão de corda, aipim, batata doce, inhame, pupunha, hortaliças e outros.   


- Para o produtor familiar houve um aumento na produção e uma melhor forma de escoar o alimento. Todos foram muito sinceros quando deram seus depoimentos para a Cartilha da Agricultura, que nós fizemos em homenagem aos dois anos da feira. Ficou transparente também, o quanto a produção desses alimentos vem mexendo com a economia do município. Tudo o que se produz e vende fica aqui mesmo em Magé. Tanto que o prefeito, que tem sido um grande parceiro, pensa em uma vez por mês colocar a feira aqui no centro de Magé. Além disso, nós estamos sendo convidados a fazer o mesmo em Santo Aleixo e Mauá – disse o secretário.


Segundo Aluísio Sturm o produto fresco direto do campo para a mesa da população, potencializa a economia local, em uma feira genuinamente mageense.  “Com a venda direta, todo o dinheiro circula na economia local. Essa série de conveniências beneficia o produtor que deixa de repassar aos revendedores”, lembra o secretário de Agricultura Sustentável.  


Terra para o trabalhador rural


Mineiro, formado Engenheiro Agrônomo em 1967, um ano depois, Aluísio Sturm chegou a Magé onde vive há 46 anos.  O ex professor universitário e atual Secretário de Agricultura Sustentável do município lembra dos problemas de quatro décadas da região como os terras, que com o tempo conseguiu o direito a terra e, hoje, fazem parte do projeto Agricultura Familiar e, seguramente responsáveis por movimentar a economia da região.  


- Temos grandes exemplos de prosperidade e, um deles, é o do senhor Darcy Ecker, um ex sem terra, que se tornou um produtor e cidadão de sucesso. Além de ter formado uma filha em Agronomia, doutorada e pós doutorada que leciona na Universidade do Paraná, a Márcia Ecker e, ainda tenho o prazer de trabalhar na secretaria com a Marcilene Ecker Salmeiron, uma grande companheira – lembra. Além, da predestinação em garantir melhores condições para o agricultor mageense, Aluísio, apesar dos recursos escassos, diz rindo que tudo é possível por dois motivos: “meu salário é emocional. Fico feliz vendo o outro ser humano crescendo na vida  e, ainda as parcerias importantes que conquistei para o sucesso da Feira da Agricultura Familiar como a EMBRAPA e EMATER – RJ, PESAGRO e SEBRAE-RJ, U.F.R.RJ, U.F.F, U.F.RJ, AS-PTA, CAPINA, IDACO E CEASA-RJ”, avisa.

Fotos