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MP e TCE querem acabar com farra nas câmaras da Baixada

Publicado na edição 152 de Agosto de 2015

Pelos números do Tribunal de Contas o melhor exemplo é o da Câmara de Magé, que tem o maior percentual de servidores efetivos e 3,4 comissionados por vereador

É do Legislativo de Seropédica o pior exemplo: 21,1 comissionados por vereador e a Casa não tem funcionário efetivo. A Câmara de Magé tem o menor número: média de 3,4 nomeados por integrante e nenhum em atividade fim

Dispendiosas e pouco produtivas, segundo avaliação de lideranças dos 13 municípios que formam a região, as câmaras de vereadores da Baixada Fluminense vão ter de se enquadrar. Esforços nesse sentido estão sendo concentrados pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público, que querem acabar com a farra dos cargos comissionados verificada em algumas delas; com o disparate das viagens para supostas participações em congressos, quase sempre realizados em cidades do litoral do Norte e Nordeste; com o pagamento de diárias não justificadas e as gratificações de até 100% sobre os salários de assessores, além do descontrole sobre a frequência dos nomeados nos cargos de confiança. Segundo levantamento do TCE, só na Câmara de Duque de Caxias são 586 comissionados, uma média de 20,2 nomeados por cada um dos 29 membros da Casa, que em 2013 custou mais de R$ 50 milhões.