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Magé: corre-corre para eleição

Magé - A nova disputa política em Magé começa para valer a partir de hoje, às 19h, quando se encerra o prazo da Justiça Eleitoral para o registro de candidaturas às eleições suplementares de 17 de julho. A data foi marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) devido à cassação dos candidatos eleitos em 2008, Núbia Cozzolino (PR) e o vice, Rozan Gomes (PSL). Ontem o dia foi de corre-corre para o fechamento das chapas para prefeito e vice.

Até a noite, seis candidatos anunciaram que disputarão a eleição. Núbia e Rozan não poderão participar porque estão com os direitos políticos suspensos por dez anos. Ontem, a ex-prefeita Núbia disse que não pretende entrar com recurso para impedir a realização das eleições. Seu irmão, Anderson Cozzolino, o Dinho (PMDB), é o prefeito atual.

Presidente da Câmara de Vereadores de Magé, ele assumiu o cargo após o afastamento de Núbia e Rozan pelo Tribunal de Justiça por improbidade administrativa. Ela não quis adiantar quem irá apoiar na disputa.

Dos seis candidatos a prefeito, dois já enfrentaram problemas com a Justiça. O ex-vereador Valdeck Ferreira (PTC), provável candidato da família, teve o mandato cassado em 2008 por compra de votos.

Já Genivaldo Nogueira, o Batata (PPS), responde na Justiça por quatro homicídios na cidade, um dos quais o do vereador Dejair Corrêa, ocorrido em 1º de fevereiro de 2007. De acordo com o calendário eleitoral do TRE, a propaganda eleitoral já começa amanhã. No município não há segundo turno.

Oposição quer romper ciclo Cozzolino

O empresário Nestor Vidal (PMDB), os vereador Álvaro Alencar (PT) e Werner Saraiva (PTdoB), além de Octaciano Ramos, o Piano (PSOL), também anunciaram suas candidaturas ontem. E disseram que pretendem romper com o ciclo político da família Cozzolino em Magé, já que Núbia foi reeleita e seus sucessores são ligados a ela.
“Não queremos nenhum acordo com quem trouxe décadas de abandono ao município”, disse o presidente do PMDB, Ernâni Silva.