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TRE promete pulso firme no pleito de domingo em Magé

O clima de bangue-bangue fez o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Luiz Zveiter, solicitar a presença do Exército e prometer fiscalização rigorosa. Nesta quinta à noite, cabo eleitoral do candidato do PMDB, Nestor Vidal, foi flagrado com R$ 29,6 mil em sua casa e responderá por crime eleitoral. O cabo é ex-membro da cúpula da governo municipal.

Outra denúncia que chegou aos partidos dá conta de que dois candidatos a prefeito, Nestor Vidal e Genivaldo Ferreira, o Batata (PPS), seriam assassinados. O peemedebista seria morto, e o crime atribuído a Batata. Como represália, Batata seria executado em seguida. “Pedimos investigações rigorosas”, contou o candidato do PPS. Procurados, políticos das duas legendas confirmaram a denúncia, mas disseram que precisam de mais informações para formalizar queixa junto ao TRE.

Denúncias de armação

O PMDB comunicou nesta quinta-feira ao tribunal que um dos outros quatro candidatos a prefeito — entre eles, o preferido da família Cozzolino, Werner Saraiva (PT do B) — teria comprado 10 mil garrafas de água mineral e as estaria etiquetando com propaganda de Nestor Vidal para distribuir domingo e forjar um crime eleitoral. “Recebemos denúncias de armações desde o início da campanha”, disse o presidente municipal do PMDB, Ernani Silva.

Assassinatos marcam a história recente

Ameaçado de morte, o candidato Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata, já respondeu por dois homicídios. Ele foi apontado pela polícia como mandante da morte do vereador Dejair Corrêa, em fevereiro de 2007. Cinco anos antes, ele havia sido preso dentro da Câmara, acusado do assassinato da vice-prefeita da cidade, Lídia Menezes.

A política traz um rastro de sangue em Magé. Em 2006, o vereador Alexandre Alcântara foi assassinado na cidade. No mesmo ano, Carlos Alberto do Carmo, o Chuveirinho (PSC), também foi morto a tiros.

Orney dos Santos Pereira, 30 anos, marido de Núbia Cozzolino, foi morto em 2008. Então prefeita, ela acabou afastada do cargo por improbidade administrativa, o que deu início ao novo processo eleitoral em Magé, já que o vice-prefeito, Rozan Gomes, também foi retirado do posto. Quem responde pela prefeitura desde então é o irmão da ex-prefeita, Dinho Cozzolino.

Rio - As eleições municipais em Magé, Baixada Fluminense, serão realizadas domingo sob clima de guerra e intervenção. Cerca de 700 homens de forças de segurança estaduais e federais estarão na cidade. “Temos aqui um histórico de violência política”, avaliou o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio, quinta-feira, após reunião que definiu o esquema de segurança do pleito.